Quintas Blast!

Dia 28 de Abril | 14h30.
Pequeno Auditório

João Fiadeiro e Romain Bigé apresentam a Exposição “Steve Paxton: Drafting Interior Techniques” em sessão aberta a todos os estudantes, pesquisadores e colaboradores da ESTC.

Falam sobre cada um dos “estudos” de Paxton, contextualizando o seu percurso em relação aos seus pares (Trisha Brown, Yvonne Rainer ou Simone Forti) e referências (Cage, Rauschenberg ou Cunningham).

Uma tarde para que estudantes e pesquisadores que estão a lidar com práticas de colaboração, improvisação e composição no teatro e na dança tenham acesso a um dos pensadores-improvisadores mais influentes e originais da dança contemporânea.

Sobre a exposição

A exposição está dividida em 8 “estudos”: um estudo sobre os movimentos pedestres (Judson); um estudo sobre a anarquia (Grand Union); um estudo sobre o contacto (Contact Improvisation); um estudo sobre a gravidade (a partir do livro Gravity); um estudo sobre o silêncio (Small Dance /influência Cage), um estudo sobre o movimento (Material for the Spine); um estudo sobre o solo (Goldberg Variation e outros solos); um estudo sobre a relação (Lisa Nelson, ecologia e a sua quinta em Vermont).

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À Feira

PALÁCIO FOZ | 4 fevereiro 2019 | 18h00

COM: Aires Cardoso, Angelina Fonseca, Joaquim Rodrigues, José de
Pina, Maria do Carmo Ribeiro, Maria Emília das Neves, Maria Isabel
Raposo, Maria de Lourdes Santos, Maria Luísa Sousa,
Marilda Tavares e Olinda Domingos

ENCENAÇÃO: Mouzinho Arsénio (GRUPO AURPID DAMAIA)

|| ENTRADA LIVRE ||

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VI Mostra de Cinema ESTC

A ESTC tem tido uma especial preocupação nas relações com o exterior, privilegiando a comunidade onde está inserida. Assim, é um prazer e um privilégio poder apresentar pelo sexto ano consecutivo, na sala dos Recreios da Amadora, espaço de relevo incontornável na difusão cultural local, alguns dos nossos trabalhos numa na VI Mostra de Cinema ESTC 2019, com filmes escritos, produzidos e realizados por alunos do curso de Cinema, no ano letivo de 2017/2018, muitos deles filmados nesta cidade. São múltiplos os prémios e as seleções obtidas nos mais variados festivais de cinema nacionais e internacionais que deram visibilidade às obras cinematográficas programadas neste Ciclo.

O Ciclo é composto por 27 curtas-metragens, 21 filmes de ficção e 6 documentários, apresentados em 6 sessões.

Convidamos toda a comunidade para assistir à produção de cinema da ESTC e comprovar a vitalidade e criatividade dos nossos estudantes.

Programa

26 fevereiro – 15h30

Artur e Maria | Ficção | 5’28” | 2018 | M/12 | 1º ano
Direção de Produção: Francisco Pires
Argumento: João Sarantopoulos
Realização: Mara Boyce

Carmélia | Ficção | 5’07” | 2018 | M/12 | 1º ano
Direção de Produção: Inês Pinto
Argumento: Joana Arez
Realização: Daniel Manesse

Encontrei-te | Ficção | 9’43” | 2018 | M/12 | 1º ano
Direção de Produção: Joana Arez
Argumento: Daniel Manesse
Realização: Rodrigo Pedro

Contra-Peso | Ficção | 13’07”| 2018| M/12 – 2º ano
Direção de Produção: Carolina Almeida
Argumento: Daniela Manaças
Realização: Leonor Pereira

Conde | Documentário | 14’05” | 2018 | M/12 | 2º ano
Direção de Produção: Francisca Niny de Castro
Argumento: Gabriel Margarido Pais
Realização: João Sanchez

 

27 fevereiro – 15h30

Um Oásis | Ficção | 5’15” | 2018 | M/12 | 1º ano
Direção de Produção: Mariana Almeida
Argumento: Diogo Santos e Diogo Almeida
Realização: Alexandra Barbosa

Ermo | Ficção | 6’16” | 2018 | M/12 | 1º ano
Direção de Produção: Ana Carolina e Marta Beja
Argumento: Leonardo Miranda
Realização: Mário Veloso

Primavera | Ficção | 10’41” | 2018 | M/12 | 1º ano
Direção de Produção: Mara Boyce
Argumento: Francisco Pires
Realização: João Sarantopoulos

Estado Febril | Ficção | 15’06” | 2018 | M/12 | 2º ano
Direção de Produção: Pedro Campelo
Argumento: Duarte Nery
Realização: Nuno do Lago

Olympo  | Documentário | 15’06” | 2018 | M/12 | 2º ano|
Direção de Produção: Tomás Alemão
Argumento: Maria Vieira
Realização: Tatiana Pereira

 

28 fevereiro – 15h30

Jaula | Ficção | 5’12” | 2018 | M/12 | 1º ano
Direção de Produção: Henrique Fialho
Argumento: Tomás Ferreira
Realização: Luís Matos

Quebra-Ossos | Ficção | 10’45” | 2018 | M/12 | 1º ano
Direção de Produção: João Nunes
Argumento: Mário de Oliveira
Realização: Catarina Campos de Sousa

Real Companhia dos Animais | Documentário | 13’09” | 2018 | M/12 | 2º ano
Direção de Produção: Pedro Campelo
Argumento: Bárbara Mau
Realização: Ana Marques

Movimento Perpétuo | Ficção | 14’50” | 2018 | M/12 | 3º ano
Direção de Produção: Daniel Tavares
Argumento: Miguel Branquinho
Realização: Tiago Amorim

 

28 fevereiro – 21h15

O Limite do Carvão | Ficção | 5’02” | 2018 | M/12 | 1º ano
Direção de Produção: Miguel Aido
Argumento: Lara Varela
Realização: João Gomes

Roteiro das Almas | Documentário | 15’23” | 2018 | M/12 | 2º ano
Direção de Produção: Tiago Ferreira
Argumento: Bernardo Rapazote
Realização: Afonso Rapazote

Sol | Documentário | 15’12” | 2018 | M/12 | 2º ano
Direção de Produção: Mariana Dionísio
Argumento: Alexandra Ribeiro
Realização: Carolina Caramujo

Irene | Ficção | 16’21” | 2018 | M/12 | 3º ano
Direção de Produção: Luís Magina
Argumento: Rafael Afonso
Realização: João Martinho

 

1 março – 15h30

Os Princípios do Jogo | Ficção | 5’39” | 2018 | M/12 | 1º ano
Direção de Produção: Henrique Varanda
Argumento: Pedro Serafim
Realização: Pedro Teixeira

À Deriva | Ficção | 9’20” | 2018 | M/12 | 1º ano
Direção de Produção: Emanuella Santos
Argumento: Mariana Morais
Realização: Carolina Lecoq

Farpado | Ficção | 6’25” | 2018 | M/12 | 1º ano
Direção de Produção: Rodrigo Pedro
Argumento: Pedro Maia
Realização: Luís Alonso

Retrato | Ficção | 10’41” | 2018 | M/12 | 1º ano
Direção de Produção: Alexandra Barbosa
Argumento: Pedro Teixeira
Realização: Marianne Harlé

Verniz | Ficção – 10’41” | 2018 | M/12 | 3º ano
Direção de Produção: Rui Ferreira
Argumento: Bruno Teixeira
Realização: Clara Jost

 

1 março – 21h15

Raízes | Ficção | 4’22” | 2018 | M/12 | 1º ano
Direção de Produção: Bruno Oliveira
Argumento: David Mafra
Realização: Maria Santiago

Visceral | Ficção | 5’26” | 2018 | M/12 | 1º ano
Direção de Produção: Maria Patrão
Argumento: Catarina Campos de Sousa
Realização: João Nunes

Ensaio | Documentário | 14’17” | 2018 | M/12 | 2º ano
Direção de Produção: Benedita Matalonga
Argumento: Daniela Manaças
Realização: Mariana Santana

Berço | Ficção | 21’24” | 2018 | M/12 | 3º ano
Direção de Produção: Luís Magina
Argumento: Érica Seidi
Realização: Inês Luís

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ACE Talks

A ACE – Academia de Inovação, Criatividade e Empreendedorismo surge com o objetivo de incentivar o espírito empreendedor e capacitar os participantes para o desenvolvimento de iniciativas que apresentem soluções para desafios e necessidades existentes nas várias áreas de formação das escolas e institutos superiores do Politécnico de Lisboa.

O programa está aberto à comunidade académica do IPL e, pretende envolver, não só estudantes, mas também docentes e não docentes, aceitando equipas mistas e elementos externos.

A ACE está ligada a dois concursos nacionais, o Poliempreende, da rede de politécnicos e escolas não integradas e o Born From Knowledge, da Agência Nacional de Inovação (ANI). Engloba, ainda, a possibilidade de, em projetos que pretendam avançar para a fase de implementação, beneficiar do apoio de parceiros nomeadamente ao nível da incubação ou aceleração.

Dentro do novo programa inserem-se as ACE Talks, encontros informais que pretendem dar a conhecer empreendedores de sucesso.

ACE Talk | Teatro e Cinema

A segunda ACE Talk decorre no dia 17 de janeiro (quinta-feira), entre as 15h30 e as 18h, na sala 309 da Escola Superior de Teatro e Cinema (ESTC), na Amadora. Os convidados são José Ramalho, diretor artístico, mariotenista, ator e encenador e a estudante da ESTC, Bárbara Água.

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ESTC | debate em Aula Aberta

 

Das políticas às práticas culturais: A democracia cultural nas cidades e nas instituições 

Escola Superior de Teatro e Cinema (ESTC), através do seu mestrado em Teatro (especialização em produção), vai realizar no próximo dia 14 de Janeiro, pelas 15h30, um debate (aula aberta) com três dos mais destacados programadores e produtores culturais da actualidade. Luís Ferreira (Bons Sons, 23 Milhas), Marta Martins (Artemrede) e Miguel Abreu (Festival Todos), vão debater o estado da arte das políticas culturais nas cidades, nomeadamente o impacto das políticas de descentralização no sentido da democracia e da vitalidade cultural nos municípios portugueses. 

Em Portugal o debate acerca da necessidade de mudança de paradigma, da democratização para a democracia cultural, vem sendo feito há décadas, porém, sem quaisquer efeito prático na efectiva transformação da governação cultural na maioria dos municípios portugueses. 

Numa altura em que um novo estudo vem confirmar aquilo que há muito os investigadores afirmam acerca do excesso de poder acumulado na figura dos presidentes das câmaras (cesarismo municipal) e da correlativa debilidade da democracia participativa, importa questionar: 

· Que políticas (estratégias, planos, medidas, processos, etc) devem ser implementadas de modo a promover as melhores condições possíveis para a produção artística e cultural nos territórios? 

· Qual o papel do activismo cultural, e quais devem ser as exigências dos cidadãos em geral e dos artistas e agentes culturais em particular?

· Como favorecer o pluralismo e a vitalidade cultural no quotidiano das cidades?

· Qual o papel dos equipamentos e das instituições públicas (serviços públicos) na efectivação da democracia cultural? É necessária uma re-democratização das instituições culturais?

A necessidade de se aumentar a participação cultural activa de todos os cidadãos, bem como a autonomia programática dos equipamentos culturais e um conjunto estruturado de medidas e estratégias que cumpram os valores e princípios inscritos na Constituição da República Portuguesa, encontra na escala territorial da maioria dos 308 municípios portugueses o terreno ideal para a criação de condições que favoreçam plenamente o diálogo intercultural, a diversidade cultural e os direitos culturais.

Urge portanto debater e, mais importante, implementar as transformações conducentes à mudança de paradigma político na governação municipal da cultura. É nesse sentido que o debate intitulado, Das políticas às práticas culturais: A democracia cultural nas cidades e nas instituições, pretende dar o seu contributo. 

Contamos com a vossa participação activa, a entrada é livre!

Aviso:

– Haverá registo audiovisual do debate para efeitos de arquivo e publicação. 

Informações:

https://www.facebook.com/Aula-Aberta-ESTC-Teatro-307574726633908/

Equipa de Produção (alunos): 

Alexandra Baião; Beatriz Sousa; Catarina Mendes; Marta Pedrinho; Rafael Lamberto.

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EXPOSIÇÃO | Lervitar

15 NOV A 31 JAN | ESTC Espaço Polivalente

A EXPOSIÇÃO
Esta exposição nasceu de um desafio colocado ao fotógrafo Rodrigo de Matos, pela biblioteca universitária da FCT/UNL, subordinada ao tema «biblioteca» e seus utilizadores.
Pretendeu-se com esse desafio dar asas ao imaginário da leitura e fazer nascer um conjunto de imagens originais, não convencionais e inspiradoras, não só em torno do espaço biblioteca, mas também dos seus destinatários, os leitores, e do prazer e capacidade de evasão que a leitura pode proporcionar.
Rodrigo de Matos, com a colaboração de seis aluno(a)s da FCT- UNL, inspirado na ideia de Ler levitando (LERVITAR), sugere com esta exposição uma «insustentável leveza do ler», através de seis imagens que nos fazem adivinhar o prazer e o poder da leitura.

SOBRE A EXPOSIÇÃO
Uma biblioteca não é apenas um espaço material: é, sim, uma espiral imaterial, pedra vertical e caminho ascendente. Uma biblioteca não é apenas uma espiral: é também um labirinto de palavras. Convida-nos a um discreto levitar do corpo, ao movimento perpétuo das ideias, aos miradouros invisíveis do nosso coração pensante.
Uma biblioteca não guarda apenas livros: é, antes, guardiã de livros cujos trajectos reluzem na mente do leitor. Uma biblioteca não alberga apenas livros: amplia o horizonte interior de quem busca e indaga. Um livro revela a radiografia de um voo. Assim, uma biblioteca não sacia tão-só a sede de conhecimento, mas, sim, alimenta-a e intensifica-a.
Um livro não é apenas uma refeição: para o espírito, é um banquete sem fim. Um livro não é apenas um objeto: é, sobretudo, um pedaço de inteligência em perpétuo movimento. Um livro não procura apenas uma mente liberta: produz uma mente em queda livre. O seu destino final reside no olhar transformado de quem lê. E quem lê – quem sabe ler bem – é um peregrino que a paixão faz levitar, um corpo dançante, um coração leve como o vento – um vento sagaz que suspende a gravidade e eleva o ser. Fernando Pessoa, em carta datada de 11 de dezembro de 1931 dirigida ao amigo João Gaspar Simões, ao explicar a natureza da sua personalidade artística, escreve:
«Voo outro – eis tudo.»
Por que não voamos como o Poeta? Afinal, «voar outro» é simplesmente outro modo de sermos nós próprios: viajantes sem fim. As belas fotos de Rodrigo de Matos convidam-nos, tal como as palavras do Poeta, a olhar diferentemente o mundo material e imaterial que doravante e para sempre se entrega ao nosso olhar extasiado.
Então, vamos voar?
Christopher Auretta DCSA / FCT Nova

CV (RODRIGO DE MATOS | 1985)
Fotógrafo desde 2008, embora o seu primeiro contacto com a fotografia tivesse começado antes, aos 12 ou 13 anos de idade, por influência de seu pai que também fora fotógrafo. Quando estava já no segundo ano do curso de mestrado integrado em Engenharia Física na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, formou-se em fotografia pelo IPF (Instituto Português de Fotografia).
Trabalha atualmente como fotógrafo freelancer em publicidade e moda, com trabalhos publicados em livros, revistas, cartazes e outros meios de comunicação e imagem.

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EXPOSIÇÃO | O Pão Quotidiano

VER E DAR A VER

Ver é a pura loucura do corpo. | Clarisse Lispector |

Há uma coisa que fotógrafos e cineastas partilham: a necessidade, mesmo a urgência, de ver.
Houve um mestre na Escola Superior de Teatro e Cinema que o ensinou incessantemente aos seus alunos. Foi António Reis. Segundo o que um deles escreveu*, Reis insistia que deviam “acima de tudo, aprender a ver e que saber ver é uma coisa difícil que se aprende e que é necessário cultivar”.
Para uso e fruição própria, em primeiro lugar; para dar a ver aos outros, se se tiver a aptidão para tal. Já Baudelaire, ao falar do seu muito estimado senhor G.**, dizia: “Poucos homens são dotados da faculdade de ver; e menos ainda são os que possuem o poder de exprimir.”
Essa capacidade de expressão que António Reis exerceu através da câmara de cinema, usando-a como um meio para conhecer o homem e o mundo do seu tempo, em especial o do Portugal rural, interior e mais isolado. Um mundo que ele sabia que, inevitavelmente, se transformaria com a esperada aceleração histórica da vida do país no pós- 25 de Abril.
Mas a que propósito vem este meu discurso? Vem porque, modestamente, quis fazer uma vénia a António Reis com esta minha exposição de fotografia, na sequência da homenagem que a direção da Escola Superior de Teatro e Cinema lhe decidiu, em boa hora, fazer.
Tive o prazer de conhecer pessoalmente António Reis como docente desta Escola desde que, em 1987,nela passei a exercer o cargo de Secretário e foi com natural tristeza que, logo em 1991, o vi desaparecer do nosso convívio.
Já não como secretário da escola mas enquanto fotógrafo e amante de cinema, conhecia a sua obra e admirava-a.
Hoje atrevo-me a dizer que ambos partilhámos, naqueles anos setenta e oitenta do século passado, cada um no seu medium, uma visão tão realista quanto poética da gente humilde do nosso povo, fosse ela do interior, do litoral ou das cidades. Sem esquecermos a presença permanente e anunciadora de futuro das crianças, que tanto gostámos de captar.
Decidi pois trazer para esta exposição uma amostra dessa fase inicial da minha fotografia, em que privilegiei sobretudo o elemento humano e o meio onde se inseria, onde residia, onde trabalhava e onde se relacionava. Fi-lo sem intuitos etnográficos, com seriedade e respeito por aqueles que me serviram de modelos e procurando sempre expressar a verdade e a beleza da vida humana.
Vida que é, como se sabe, uma constante luta pela sobrevivência, a começar pela obtenção do alimento, o pão quotidiano. Base de todos os outros alimentos de que o corpo e a alma necessitam para o seu pleno desenvolvimento.
Escolhido esse pano de fundo para esta exposição e o seu título, coube-me fazer de curador do meu próprio trabalho, selecionando as fotografias que mais se podiam relacionar com António Reis, quer por terem sido tiradas em locais onde ele à época viveu, quer por se debruçarem sobre os seus universos reais ou míticos. Daí a opção inicial por muitas fotografias do Porto, onde ele viveu muitos anos (apesar de ter nascido em Valadares e residido em Gaia) e onde se fez poeta e aprendeu a fazer cinema. Seguem-se fotografias tiradas sobretudo em Lisboa, cidade para onde veio morar e onde se consagrou como cineasta e como mestre de sucessivas gerações de estudantes de cinema. Aqui veio a falecer, deixando inconcretizado o projeto de um filme sobre a obra “Pedro Páramo” do escritor mexicano Juan Rulfo. E a exposição termina com imagens dedicadas ao mundo rural, muito filmado por Reis, mas também ao mundo piscatório, tão característico quanto aquele.
Fiz só três novas fotografias para esta exposição, as quais se destacam portanto do conjunto das fotografias da época que ela abrange. Trata-se, em primeiro lugar, da fotografia que abre a exposição e que partilha o título com ela: “O Pão Quotidiano”. Foi tirada em Bruxelas já quando procurava uma imagem para este tema. As duas restantes são as que estão para lá da última, que se intitula “Aldeia Deserta”, lugar de onde os habitantes saíram (Para ganhar o pão? Para emigrar?) e aonde podem ou não voltar. São as duas que, supostamente, tirei a Pedro Páramo, ou ao seu fantasma, o cacique de Comala, a aldeia mexicana dos mortos-vivos que Juan Rulfo nos deu a ver, através da palavra, e que António Reis o queria fazer através da imagem cinematográfica.
Gostaria muito que nesta exposição tivesse conseguido dar a ver um pouco do meu país e da sua gente na segunda metade do século XX e que estas fotografias possam ser contempladas hoje, por gente de agora, em termos simultaneamente pessoais, políticos, económicos, dramáticos, quotidianos e históricos (parafraseando John Berger). Significaria isso que tinham servido de instrumentos de conhecimento, o que sempre foi também um objetivo para o cinema de António Reis.
Por último, gostaria muitíssimo que esse grande Poeta da palavra e da imagem a viesse visitar e me dissesse algo como: “Continue a ver assim poeticamente, ligando realidade e imaginação, como eu fiz”.

João António Fazenda

* Pedro Caldas, “Sobre Dois Planos de Ana” de António Reis e Margarida Cordeiro,22/09/2014 in Interact, Revista de Arte, Cultura e Tecnologia.
**Charles Baudelaire, “O Pintor da Vida Moderna” in “A Invenção da Modernidade (Sobre Arte, Literatura e Música)”, Relógio d´Água Editores.

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19ª Festa do Cinema Francês – Masterclass

A 19a Festa do Cinema Francês, em parceria com a ACID (Association du Cinéma Indépendant pour sa Diffusion), apresenta:

Un Violent Désir de Bonheur de Clément Schneider

11 de outubro | 14h00 | Grande Auditório da ESTC

Projecção seguida da masterclass em francês, com a presença do realizador

Moderação e tradução: Julia Correia

SINOPSE
1792. Longe do epicentro da Revolução Francesa, o convento do jovem monge Gabriel é requisitado como quartel pelas tropas revolucionárias. Uma coabitação forçada entre monges e soldados segue, o que não deixa Gabriel indiferente às novas idéias.

TEMAS

  • Desafios de produção de um filme histórico
  • Interação entre atores aspirantes e confirmados
  • O papel do imaginário e a interpretação da História no cinema
  • Filmar as margens da Revolução, propor outra visão da História, filmar a História
  • A música como ligação entre a narração histórica e o mundo contemporâneo
  • A música como ligação entre a narração histórica e o mundo contemporâneo

+ info: http://festadocinemafrances.com/19a/

 

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Espetáculo dos alunos finalistas da Licenciatura em Teatro da Escola Superior de Teatro e Cinema
11 a 15 de julho | quarta-feira 19h30, quinta-feira 21h30, sexta-feira e sábado 16h30 e 21h30, domingo 16h30
Teatro Nacional D. Maria II – Sala Estúdio | M/16
Preço único: €5,00 – Comprar aqui


Encenação
Ricardo Neves-Neves

Interpretação (ramo de Atores)
Beatriz Brito
Beatriz Maia
Carolina Ferreira
Carolina Frias
Daniel Barros
Diana Taborda
Diana Vaz
Estela Zambujo
Fernando Ramos
Letícia Lourenço Blanc
Mariana Guarda
Marisa Conceição
Marta Vieira
Matias Pinto

Participação Especial (alunos 2º ano)
André Magalhães
Teresa Vilhena Moreira

Assistência de Encenação
João Esteves (Mestrado Teatro-Encenação)
Marta Aksztin (ramo Produção)

Artes Marciais
Clara Cunha Reis (aluna 2º ano)

Design de Cena e Vídeo (ramo Design Cena)
Daniela Cardante
Rita Capelo

Desenho e Operação de Luz (ramo Produção)
Phedra Genevrois

Edição e mistura de Som (ramo Produção)
Marta Aksztin

Direção de Cena (ramo Produção)
Jéssica Penedo

Produção executiva (ramo Produção)
Jéssica Penedo
Phedra Genevrois

Apoio à Produção (ramo Produção)
Catarina Pinto

 

Equipa Pedagógica

Coordenação de Design Cena
João Calixto
José Espada
Marta Cordeiro
Mariana Sá Nogueira
Sérgio Loureiro

Coordenação de Produção, Iluminação e Direção de Cena
Miguel Cruz

Apoio Dramatúrgico
Armando Nascimento Rosa

Apoio Vocal
Maria Repas

Apoio ao Movimento
Luca Aprea

 

Gabinete de Produção
Conceição Alves Costa
Rute Reis

Gabinete de Comunicação e Imagem
Roger Madureira

Agradecimentos
Friedrich Barner
Reinilda Dias
Filipa Cai-Água
Maria José Carrilho
Margarida Castro

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Espetáculo dos alunos finalistas da Licenciatura em Teatro da Escola Superior de Teatro e Cinema
4, 5 e 6 de julho | 21h30 | Comuna Teatro de Pesquisa, Sala Nova | Reservas: gab.producao.teatro@estc.ipl.pt | 214989400
entrada livre | M/18  |||ESGOTADO|||

Espetáculo in memoriam Professor José Luís Ferreira (1973 – 2018)

 

Direcção e Encenação
Jean Paul Bucchieri
Maria Repas Gonçalves
Nicholas McNair

Alunos finalistas do ramo de Atores
Adriana Melo
Alice Ruiz
Ana Catarina Santos
Ana Cris
Catarina Luís
César Melo
Gustavo Salvador Rebelo
Inês Dias
Joana Petiz
Márcia Branco
Margarida Bakker
Miguel Matos
Miguel Ponte
Patrícia de Deus
Rodrigo Cachucho
Sara Castanheira
Sílvio Vieira

Aluna finalista do ramo de Design de Cena
Filipa Paz

Aluna do 1.º ano do ramo de Produção
Janaina Gonçalves (apoio em Design e Técnica de Luz)

Músicos
Mariana Nunes
Miguel Sobral Curado
João Araújo
Pedro Ribeiro

 

Equipa Pedagógica

Assistência dramatúrgica
David Antunes

Produção
Conceição Mendes

Design de Cena
João Calixto
José Espada
Mariana Sá Nogueira
Marta Cordeiro
Sérgio Loureiro

______________

Fotografia
Alípio Padilha

Gabinete de Produção
Conceição Alves Costa e Rute Reis

Gabinete de Comunicação e Imagem
Roger Madureira

Agradecimentos
Friedrich Barner
Carlos Caires
Comuna Teatro de Pesquisa

Agradecimento especial
Matilde Andrade

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