Inauguração exposição: “EXPLODE CORAÇÃO”

A 5 de Março pelas 17h inauguramos a instalação cenográfica do grupo de Design de Cena da ESTC na Faculdade de Ciência e Tecnologia no Campus da Caparica.

Esta fica até 30 de Abril na Sala de Exposições da Biblioteca FCT NOVA.

 

 

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MASTERCLASS “Do real documental ao real obsceno”

A associação PRADO, em parceria com a Escola Superior de Teatro e Cinema, apresenta dia 3 de Fevereiro no auditório João Mota da ESTC.

“Do real documental ao real obsceno”, uma Masterclass de Janaína Leite

Em 2008, a diretora e pesquisadora brasileira Janaína Leite, deu início à pesquisa sobre o uso do documentário e de material biográfico em cena. Dessa fase, além de espetáculos, resulta também o livro “Autoescrituras performativas: do diário à cena”, publicado pela renomada Editora Perspectiva.

Nos últimos anos, vem se fazendo marcante em seu trabalho, a passagem de um “real documental” ou “etnográfico” para um “real obsceno”, – tomando aqui o ob-ceno como o “fora de cena”, aquilo que ameaça romper o anteparo da representação-, principalmente, a partir de seu último trabalho “Stabat Mater” no qual a diretora integrou ao processo de criação sua mãe real e um ator pornô.

No encontro, entre expositivo e prático, Janaina retoma os passos dessa trajetória para distinguir, em um primeiro momento, o que seria o real como “assunto” em cena de um real como “irrupção”, como acontecimento. Aborda noções como depoimento pessoal, performatividade e teatros do real.

Janaina Leite é atriz, diretora e dramaturgista. É uma das fundadoras do premiado Grupo XIX de Teatro de São Paulo. Já se apresentou em países tais quais França, Alemanha, Portugal, Cabo Verde e Inglaterra. Com os espetáculos “Festa de separação: um documentário cênico” e “Conversas com meu pai” iniciou sua pesquisa sobre o documentário e o uso de material autobiográfico em cena. Janaina é doutoranda pela Escola de Comunicação e Artes da USP e bolsista da FAPESP. Atua na orientação de oficinas, cursos e palestras por todo o Brasil. É autora do livro “Autoescrituras performativas: do diário à cena”, publicado pela Editora Perspectiva. Orienta também os núcleos de pesquisa “Feminino Abjeto 1” e “Feminino abjeto 2 – O vórtice do masculino”, fundamentais laboratórios para a criação de seu novo espetáculo “Stabat Mater”. “Stabat Mater” teve seu texto contemplado pelo Edital de Dramaturgia para Pequenos Formatos do Centro Cultural São Paulo, esteve também entre os finalistas do Concurso Nascente da USP e integrou a Mostra Internacional de São Paulo (MIT-Sp) em 2019. O espetáculo esteve entre os finalistas do prêmio APCA como melhor espetáculo, melhor dramaturgia pelo prêmio Shell e foi escolhido como melhor espetáculo do ano pelos críticos do Jornal do Estado e da Folha de São Paulo. O trabalho estreou em junho de 2019 no CCSP e é parte de sua pesquisa sobre o real obsceno.

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Inauguração da exposição de João António Fazenda, nos Serviços da Presidência do IPL, até dia 7 de Fevereiro

O espaço cultural, localizado nos Serviços da Presidência do Politécnico de LIsboa, recebe, a partir de 15 de janeiro e até 7 de fevereiro, a exposição de fotografia “Coisas Novas e Coisas Velhas”, de João António Fazenda que mostra o seu trabalho em vários géneros da fotografia, a preto e branco e a cores. A inauguração acontece na próxima quarta-feira, às 17h30.

Para Paulo Morais-Morais Alexandre, pró-presidente do Politécnico de Lisboa para as Artes, o autor “mostra-nos o que viu, o que quer que nós também vejamos e tal é sempre um ato de generosidade, um ato de partilha”. No texto que serve de introdução ao catálogo da mostra, o pró-presidente refere que “Coisas novas e coisas velhas”, mostra “o mundo que mudou com a tecnologia, que mudou as câmaras, que mudou com e para o fotógrafo, como mudou connosco”.

João António Fazenda faz fotografia há quase cinco décadas, com o objetivo de a dar a conhecer. Já concorreu a concursos no país e no estrangeiro, onde ganhou prémios, publicou em revistas da especialidade, lecionou em várias instituições e fez grande número de exposições, individuais e coletivas.

Esta é mais uma aposta do Politécnico de Lisboa, na promoção e divulgação das artes. O Espaço Artes – Politécnico de Lisboa destina-se a atividades culturais, artísticas e científicas de diversa natureza, nomeadamente exposições, conferências, colóquios, concertos, projeções de filmes e outras apresentações.

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ECTHEC Outubro 2019

Opening Speech, David Antunes

ECTHEC – Multiplier event – 24, 25 October, 2019

 

Dear colleagues, friends, guests, undergraduate and graduate students, EdE members and colleagues, visitors, Erasmus agency, all of you, welcome to Escola Superior de Teatro e Cinema.

We are here to accomplish the last formal activity of the Erasmus + project ECTHEC, which is supposed to have a multiplier effect of the concept, contents, outputs of this 2-year project. We count on all of you to achieve this and therefore we thank you in advance for that.

              At the same time, tomorrow after lunch, the general assembly of EDE will start. EdE is a network of European theater and art schools that is bigger than the organizations in this project, but it is where all started and it is certainly one of the places where we will continue to work together.

                As coordinator of the project ECTHEC and president of ESTC, I wish to both activities good luck and work, but mainly I hope that we manage to create a good place for friendship and for celebrating Europe and the European policy for higher education and mobility. Nothing of this could be possible without those and it seems to me that Europe depends hugely on us to build its path of democracy, cohesion, and self-reliance in its core values and identity. On the other side, I don’t see how we can imagine the constant renewal and questioning of our institutions outside of international actions and the developing of common projects. It was exactly this that made this project possible, firstly inside EdE meetings and workshops – thank you EdE for creating the space and the conditions for that -, and then, during the length of the project, through a series of activities that basically we can divide in two major categories: transnational meetings (5), for assessing the status of the project and planning, and intensive training, learning, and teaching programs for mobility of teachers, researchers, students and administration (4, 3 of five days and 1 of 20 days).

               Of course; I think mobility is one important aspect of this European design for higher education and the building of a European sense of citizenship, but it goes beyond that. It is imperative to build an European performing arts school that instead of having a particular program /curricula, in different places, creates a common space for daring wishes and common autonomous and bold projects, a moving school, a moving concept of school (and not only a structure made of different schools that receive moving people).

                In this project we tried to research the concept of ‘artistic entrepreneurship’ or ‘arts entrepreneurship’ and the challenges it poses to theatre higher education schools in terms of curricula design and thinking. This is then and mainly a research project and it is a research project not only because it has, since the beginning, a research concept (suggested by Sverre in a meeting in Bruxells), and a research team, more or less fixed, but mainly because, not assuming a definition of artistic entrepreneurship, the participants in this project – researchers, teachers, students and administration – decided to face and challenge this concept and find meaning possibilities that enabled them to proceed in a constant and diverse research process.

                Now, I think we can assume that this might be a risky strategy, from a conventional point of view, but at least it has the merit of being felt as a process with which you are intimately related to, it became eventually an important part of your biography, since it is guided mainly by the question ‘Why am I doing this?’ being the most common answers ‘because we need to do it’, ‘because we want to do it’, ‘because we don’t know if it works’, ‘because we create a  space of freedom where it is possible to do it’, ‘because it is something that I wouldn’t normally do’. I don’t know exactly what type of research methodology this is, because it is neither auto-etnographic or autobiographic, nor simply practice based, but I know that we genuinely could observe the progressive effects of this autonomous research process in the individuals – they somehow lost their roles and differences and became part of the project’s specific dynamics, they were absorbed by the research process they have started in the first hand. I stress this, because I believe it should be of particular relevance in thinking about research in arts. And I should say that this particular functioning of the research process was especially observable after the enthusiastic and challenging involvement of students. This was obvious in ENSATT-Lyon and in San Miniato and their presence in this last event, that were not expected, is a wonderful surprise. They brought not only youth and joy, which are great, but a kind of urgency to ask ‘why’, not being afraid of saying ‘I can do this’ or ‘I want to do this’, asking therefore for ‘accountability’ but not refusing ‘to be accountable’ as well.

Even though, as I said before, we didn’t adopt a particular meaning for artistic entrepreneurship, it is quite obvious that what we did, especially in the mobility activities of teaching, training and learning, is related to a few major aspects that we can name as topics or questions, if you will:

  1. How can we understand artistic entrepreneurship as related to political standing and social engagement or to social entrepreneurship?
  2. How do we rethink our strong art /theatre traditions, with specific routines, roles and structures, working them together in order to face contexts of education that should pay attention to students’ and teachers’ NEEDS?
  3. Are we able to redefine and think the basic roles of the pedagogical relation in a world where the information is available to everybody and it is virtually unlimited?
  4. Does it make sense to invest in a very specialized education / training, considering the actual art and professional context?
  5. Can / should we think about a school considering the dynamics between ‘What I need / what I want?’ and ‘What can I offer/propose?’
  6. How do we stand for a school of fair and just values?

                I will finish my speech with a note about this event. First, thank you, partners and friends, for preparing it, building it (it would be unfair not to make a special mention to Rikke, Charlotte, Laura and Margarida), and thank you for making it work in a few moments (I mean all the rest of us that have the responsibility of sharing with others our thoughts and desires). If you please, do the same with us. Join our community of practice. I hope that we are able to create a friendly space for that.

24.10.2019

Event

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Perdidos e Achados

Exposição
Trabalhos dos Alunos do Curso de Teatro – Ramo Design de Cena
Espaço Polivalente – Foyer | ESTC
26 de junho a 15 de outubro
Entrada Livre

Perdidos e Achados integra trabalhos realizados pelos alunos da Licenciatura em teatro – ramo design de Cena, nas unidades curriculares Design de cena II e V, Tecnologia I e II, Tecnologia V – Formas Animadas e no seminário de Maquilhagem e Caracterização e do Mestrado em Teatro – especialização Design de Cena, na unidade curricular Projecto de desenho de Espaço Cénico.

Docentes do Departamento de Teatro:
João Calixto, Marta Cordeiro, Mariana Sá Nogueira, Rita Pico, Teresa Mota, Sérgio Loureiro, Stéphane Alberto

Trabalhos dos alunos:
LICENCIATURA | Ana Filipa Potier e Paz, Andreia Catarina Barata Adrião, Andreia Sofia Correia Rodrigues, Beatriz Gouveia Jerónimo, Catarina Lopo Martins, Catarina Maria Costa Fernandes, Diana Pereira Guerra, Francisco Cruz Oliveira Ataíde Sampaio, Inês Sofia Reis Correia, Jade Luiza Cruz Freire, Joana Morais Martins, Jorge Alexandre Correia Teles Carvalhal, Madalena Pinheiro Pirinhas Benard Garcia, Mafalda Alexandra Almeida dos Santos, Maria Inês Guedes Dinis, Maria Inês Machado de Andrade, Maria Inês Peres dos Santos, Mariana Dias da Cunha Ribeiro, Rodrigo Caetano Pereira, Ana de la Cuadra (Erasmus)

MESTRADO | Lisandra Raquel Teixeira Caires

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MALDITO SEJA O HOMEM QUE CONFIA NO HOMEM – Espetáculo Final 3.º Ano

Espetáculo dos Alunos Finalistas da Licenciatura em Teatro
Teatro da Trindade Inatel | Sala Carmen Dolores
28 a 30 de junho
sex/sab – 21h00 | dom – 16h30
M/16
Entrada Livre – Limitada aos lugares existentes
Reservas – Tel: 213 420 000 | E-mail: bilheteira.trindade@inatel.pt

Sinopse

Este é um espetáculo escrito a partir de textos de Angélica Liddell, textos de Susana Vidal e fragmentos de filmes de Terence Malick, músicas e imagens roubadas.
Tudo acontece durante três anos nos quais as personagens estão perdidas numa paisagem de neve, onde a devastação do bosque deixa uma paisagem desolada e plana. Os animais mortos e o sangue nos pés fazem uma cartografia para traçar um novo caminho. O inferno e a guerra são construídos numa procura da salvação. Os corpos que se desfazem ao longo do percurso, quanto mais falam mais desfazer-se-ão.
O amor como celebração de vida.

MALDITO SEJA O HOMEM QUE CONFIA NO HOMEM

Estou-me a habituar à tristeza, estou a habituar-me a dor, a desilusão permanente. Parece que a felicidade não quer ficar do meu lado, exijo dos outros humanidade e verdade, amar é uma coisa simples, amar ou não amar, será que só posso estar só? Será que o amor é só um momento no meio da guerra? Ninguém ama a ninguém. Ninguém morre de amor. Deveria morrer só um bocadinho cada dia, com esse morrer diário ficarei mais forte. Devo fazer uma guerra para sobreviver a desilusão. A desconfiança é o único alicerce.
Só fizemos esta guerra para estar vivos. inventamos o amor para sentir-nos mortos. Como será a próxima guerra?
Dizia-me a mim mesma: com amor o mal desaparece, com o belo todo ficará melhor. Nada melhor que os contos de fadas para aprender o que é o mal. Como continuarei a ser eu com tanta dor?
Somos só homens que matam a outros homens. E nada mais.
Quando fico assim de triste, fico em silêncio. Desapareço em silêncio. Nunca mais vou pedir
amor. Nunca mais vou pedir-te amor.
Dizem que há uma mulher que abraça as pessoas. E que fizeram vocês a minha bondade? E que fizeram a minha bondade?
Bateram-me durante 3 anos. A dor durou três anos. Talvez quatro.

Susana Vidal


Ficha Técnica e Artística

Texto Original: Angélica Liddell
Tradução e Adaptação: Susana Vidal
Encenação: Susana Vidal
Interpretação (alunos de teatro – ramo de actores): André Simões, Beatriz Almeida, Carolina Cunha e Costa, Catarina Vicente, Daniela Tavares, Dara Santos, Francisca Neves, Jeffreson Oliveira, Klára Pertlová, Kleia Piquer Kubbells, Liliana Dias, Pedro Moldão Martins, Rita Califórnia, Rodrigo Garcia, Teresa Flórido e Teresa Moreira
Design de Cena (alunos de teatro – ramo Design de Cena): Abel Bonte, Alba Dupuy Echevarria e Ana de la Cuadra
Produção (alunos de teatro – ramo Produção): Ana Pestana, André Lima Nicolau, Andreia Mayer e Gonçalo Morais
Desenho de Luz (aluno de teatro – ramo de produção): Gonçalo Morais
Operação de Luz (aluno de teatro – ramo de produção): Andreia Mayer
Operação de Som (aluno de teatro – ramo de produção): Ana Pestana
Coordenação de Design de Cena: João Calixto, José Espada, Mariana Sá Nogueira e Marta Cordeiro
Coordenação de Produção: Andreia Carneiro, Conceição Mendes e Miguel Cruz
Gabinete de Produção da ESTC: Conceição Costa e Rute Reis
Gabinete de Comunicação e Imagem da ESTC: Roger Madureira
Fotografias de cena e cartaz: Alípio Padilha

Agradecimentos

Com o apoio: Teatro Nacional D. Maria II, Teatro Nacional São Carlos

 

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