ALBERTO SEIXAS SANTOS (1936-2016)

A Escola Superior de Teatro e Cinema apresenta as suas sentidas condolências à família do realizador Alberto Seixas Santos.

Figura proeminente na afirmação da importância do ensino do cinema, foi fundador da Escola de Cinema do Conservatório Nacional. O relevo do seu percurso como realizador e o do seu magistério enquanto professor na Escola Superior de Teatro e Cinema fazem de Alberto Seixas Santos uma referência maior do cinema português.

Alberto Seixas Santos estará em câmara ardente, a partir das 17,30 h de domingo, no Teatro Thalia (Estrada das Laranjeiras, 205, Lisboa).

O seu funeral está marcado para segunda-feira, pelas 16,00 h, no cemitério dos Olivais, onde será cremado.

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Novo Regulamento do Mestrado em Desenvolvimento de Projeto Cinematográfico

Conheça o novo Regulamento Geral do Mestrado em Desenvolvimento de Projeto Cinematográfico, com alterações resultantes da avaliação externa do ciclo de estudos ratificada pelo Conselho de Administração da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES) em 2/11/2016. Alterações aprovadas, após parecer favorável da Comissão Pedagógica de Cinema da ESTC, pela Comissão Técnico-Científica de Cinema da ESTC e ratificadas pela Comissão Coordenadora do Conselho Técnico-Científico da ESTC. O presente Regulamento Geral é tornado público em 5/12/2016 e aplica-se à totalidade dos alunos nesta data inscritos no Curso.


Regulamento do Mestrado em Desenvolvimento de Projeto Cinematográfico
[pdf]

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Sessão de esclarecimento Erasmus+

Irão realizar-se, no dia 7 de dezembro, na Sala de Visionamento António Reis,  sessões de esclarecimento sobre o ações de mobilidade ao abrigo do ProgramaERASMUS+ para estudantes e staff nos seguintes moldes:

13h30 – Sessão de Esclarecimento | Estudantes
14h30 – Sessão de Esclarecimento | Staff

 

 

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Consulta pública

Informa-se que a proposta de alteração ao regulamento do concurso local de acesso ao curso de licenciatura em Teatro, referente à diminuição dos dias de provas do ramo de atores de 2 para 1, está em consulta pública.

Os interessados podem participar de 26 de dezembro de 2018 a 6 de fevereiro de 2019 exclusivamente através do endereço de correio eletrónico consulta.publica@estc.ipl.pt.

Proposta de alteração [pdf]

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Sonho de uma noite de verão | Teatro Nacional São Carlos

Sonho de uma noite de verão – Espetáculo dos finalistas da Licenciatura em Teatro
E se um grupo de pessoas soubesse de cor o Sonho de uma Noite de Verão e uma noite, subitamente, começasse a brincar a isso…

Ver cartaz

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As artes no Panteão: Ecos de um meta-tempo

8, 9 e 10 de julho | 16h00 | Panteão Nacional (Campo de Santa Clara, Lisboa)

Este espetáculo é o resultado da energia criativa de três escolas do Instituto Politécnico de Lisboa (IPL): a Escola Superior de Dança (ESD), a Escola Superior de Música de Lisboa (ESML) e a Escola Superior de Teatro e Cinema (ESTC).

Sinopse: “Inicialmente quatro compositores, inspirados pelo espaço do Panteão Nacional e pelo que este representa em termos de simbologia, propuseram obras musicais que revelam uma reflexão existencialista, procurando enquadrar também o pensamento de poetas de referência, alguns dos quais se encontram no próprio Panteão, como é o caso de Sophia de Mello Breyner. Com toda a liberdade criativa, mas igualmente inspirados pelo espaço e por uma leitura das obras musicais, foram criadas quatro coreografias e quatro filmes, por alunos de dança e de cinema, a que se juntaram alunos de teatro que, com as suas vozes e representação, contribuem para a unidade do espetáculo, dando ainda voz a mais poetas portugueses e às suas visões sobre a existência humana, o significado da morte e da vida.”

Espetáculo sob a orientação de
Madalena Xavier, João Fernandes e Francisco Pedro (ESD)
Carlos Marecos (ESML)
Maria Repas Gonçalves, Armando Nascimento Rosa e João Milagre (ESTC)

O evento decorre no âmbito de uma parceria entre a Direção-Geral do Património Cultural | Panteão Nacional e a Escola Superior de Dança (ESD), a Escola Superior de Música de Lisboa (ESML) e a Escola Superior de Teatro e Cinema (ESTC) do Instituto Politécnico de Lisboa.

Preço da entrada
4 euros

Mais informações
Ficha artística [pdf]
Panteão Nacional

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O Mundo Persistente / No Teatro D. Maria II

No seu segundo ano, o Projeto Nós volta a trazer ao palco do D. Maria II alunos de escolas dos dois lados do rio Minho, desta feita com texto e encenação de dois conceituados artistas galegos, que juntos criaram O mundo persistente. …Ler Mais »

Ver Cartaz

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Mensagem do Dia Mundial do Teatro 2016

27 de março 2016.
Mensagem de Anatoli Vassiliev.

Será que precisamos de teatro?

Essa é a pergunta que milhares de profissionais de teatro, dececionados com ele, e milhões de pessoas, que dele estão cansadas, fazem vezes sem conta.

Para que precisamos dele?

Anos estes em que a cena parece tão insignificante, quando comparada com as praças das cidades e com os territórios dos estados, onde as tragédias autênticas da vida real estão a decorrer.

O que é isso para nós?

Galerias banhadas a ouro e balcões das salas de teatro, poltronas de veludo, laterais de palco sujas, e as muito límpidas vozes dos atores – ou vice-versa, algo que pode surgir aparentemente bem diferente: caixas pretas, manchadas de lodo e sangue, com uma porção de corpos nus e raivosos no seu interior.

O que é que isto nos é capaz de dizer?

Tudo!

O teatro pode dizer-nos tudo.

Como os deuses habitam no céu, e como prisioneiros definham em subterrâneos esquecidos, e como a paixão nos pode elevar, e como o amor pode ruir, e de como ninguém necessita de uma boa pessoa neste mundo, e como a deceção reina, e como as pessoas vivem em apartamentos, enquanto as crianças tiritam em campos de refugiados, e como todos eles têm de voltar para o deserto, e como dia após dia somos forçados a separar-nos daqueles que amamos – O teatro pode contar tudo.

O teatro esteve sempre aqui e permanecerá para sempre.

E agora, nestes últimos cinquenta ou setenta anos, ele é particularmente necessário.

Porque se olharmos para todas as artes públicas, podemos ver de imediato o que o só o teatro é capaz de nos dar – uma palavra de boca a boca, um olhar de olhos nos olhos, um gesto de mão para mão, e de corpo para corpo.

O teatro não precisa de nenhum intermediário para poder exercer a sua ação entre os seres humanos – ele constitui o lado mais transparente da luz, não pertencendo nem ao sul, nem ao norte, nem ao leste ou ao oeste – oh não, ele é a essência da luz em si mesma, brilhando de todos os quatro cantos do mundo, imediatamente reconhecível por qualquer pessoa, seja hostil ou amistosa para com ele.

E precisamos do teatro que permaneça sempre diferente; precisamos de teatro de muitos tipos diferentes.

Penso ainda que de todas as formas possíveis de teatro, as suas formas mais arcaicas serão aquelas que chamarão sobre si um maior apelo. O teatro de formas rituais não deve ser artificialmente oposto ao das designadas nações “civilizadas”. A cultura secular está a ser mais e mais lugar de emasculação, e nela a chamada «informação cultural» está gradualmente a substituir e a expulsar de si as entidades portadoras de singularidade, assim como a nossa esperança de um dia as poder vir a conhecer.
Mas uma coisa eu posso ver agora claramente: O teatro está a abrir as suas portas amplamente. Entrada gratuita para todos sem exceção.

Para o inferno com gadgets e computadores – simplesmente venham ao teatro; ocupem filas inteiras nas bancadas e nas galerias, oiçam a palavra e contemplem as imagens vivas! – é o teatro que está à vossa frente, não o negligenciem nem desperdicem a oportunidade de participar nele – talvez seja a oportunidade mais preciosa que podemos partilhar nas nossas vidas vãs e apressadas.

Precisamos de todo e cada tipo de teatro.

Há apenas um teatro de que ninguém por certo sentirá falta – refiro-me ao teatro dos jogos políticos, o teatro das armadilhas políticas, o teatro dos políticos, o teatro fútil da política.

Do que nós certamente não necessitamos é de um teatro de terror diário – seja ele individual ou coletivo, do que não precisamos mesmo é do teatro de cadáveres e de sangue nas ruas e nas praças, nas capitais ou nas províncias, um teatro falseado de confrontos entre religiões ou grupos étnicos…

 

Tradução a partir do inglês: Margarida Saraiva | Revisão: Armando Nascimento Rosa

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