José Capela / Mala Voadora

Dia 16 de maio | 14h30 | Pequeno Auditório

MODOS DE NÃO FAZER NADA,
A CENOGRAFIA DE JOSÉ CAPELA

 

 

 

 

Foto: Paulo Pimenta in Público online

Partilhar

Conferência

TAXONOMIA DO DESEJO NO CINEMA
A Dramaturgia do Erotismo
por Paulo Morais-Alexandre

8 de maio | 15h00

Na conferência será ensaiada uma taxonomia das diversas formas como, através da indumentária, o Erotismo tem sido abordado no Cinema, dos materiais, às formas, passando pela utilização da cor, numa abordagem que vai do cliché à semiologia.

Partilhar

Calendarização de Provas

Helena Teresa Canhoto de Paiva Vieira | 30-09-2019 | 14H00
Mestrado em Teatro – Artes Performativas
Alice, quem és tu? | Relatório de Estágio

Júri
Presidente: Ciro Aprea
Arguente: Jean Paul Bucchieri
Orientador: David João Neves Antunes

Partilhar

Dia 31: ESTC encerrada

Informa-se a toda a Comunidade Académica e público em geral, que a ESTC estará encerrada no dia 31 de dezembro, por motivo de manutenção e limpeza geral das instalações.

A Escola reabre no dia 2 de janeiro, no horário normal.

Partilhar

Lições António Reis | Homenagem

O Departamento de Cinema da ESTC decidiu organizar uma homenagem ao cineasta António Reis, que foi professor da Escola entre 1977 e 1991.

A obra cinematográfica de António Reis tem sido objecto de análise e de diversas retrospetivas, mas nesta homenagem do Departamento de Cinema da ESTC, atendendo a que, durante grande parte da sua vida de cineasta, António Reis foi também professor na Escola de Cinema, a nossa intenção é privilegiar a singularidade do seu magistério, não tanto numa perspectiva de evocação memorialista, mas antes indagando hoje que aspectos, tópicos, dimensões ‘daquilo que António Reis nos legou’ poderão ser propostos à atenção da actual geração de alunos do Departamento de Cinema.

É neste contexto que se irá realizar uma iniciativa a decorrer durante a semana de abertura do ano letivo 2018-19 sob a designação de ‘Lições António Reis’.

Durante quatro tardes, entre os dias 1 e 4 de outubro, haverá a projeção de filmes e lições com o propósito de pensar como os filmes e o ensino de António Reis foram atravessados por questões ‘perscrutadas’ e ‘convividas’ noutros domínios, nomeadamente na estética e na poesia.

Desta homenagem também faz parte a atribuição do nome de António Reis à sala de visionamento do Departamento de Cinema.

A projecção dos filmes em cópias restauradas, em película, no formato de 35 mm, é feita graças à colaboração da Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema.

 

PROGRAMA

 

Lições António Reis

Dia 1 de Outubro, 14.00 – 17.00 h

JAIME (1974), de António Reis

“Causas que seguem os efeitos ou ameixas doiradas com orvalho”, por Maria Filomena Molder

 

Dia 2 de Outubro, 14.00 – 17.00 h

“Um poeta da imagem”, por Nuno Júdice

TRÁS-OS-MONTES (1976), de António Reis e Margarida Cordeiro

 

Dia 3 de Outubro, 14.00 – 15.30 h

“Da atenção ardente”, por Manuel Guerra

 

Dia 4 de Outubro, 14.00 – 15.30 h

“Uma torrente chamada vida”, por José Bogalheiro

 

Homenagem

Dia 4 de Outubro, 16.00 h

Sessão solene

Atribuição do nome de António Reis à sala de visionamento

Partilhar

O Piano em Pessoa

CONCERTO O PIANO EM PESSOA
por Nascimento Rosa (voz) 
e António Neves da Silva (piano)
Auditório da Casa Fernando Pessoa
13 de junho de 2018 |  18h30
(130º aniversário de nascimento do poeta)
entrada livre sujeita à lotação da sala
 
Concerto de apresentação do CD O Piano em Pessoa, uma edição Tradisom com o apoio do Instituto Politécnico de Lisboa (Gabinete de Projetos Especiais e Inovação) e da Casa Fernando Pessoa 
Partilhar

Dia Mundial do Teatro 2019

 

International Theatre Institute ITI
World Organization for the Performing Arts World

 

 

Mensagem do Dia Mundial do Teatro 2019

Carlos Celdrán, Cuba | Diretor de teatro, dramaturgo e professor

 

Antes do meu despertar para o teatro, os meus mestres já lá estavam. Tinham construído as 
suas casas e as suas poéticas sobre os restos das suas próprias vidas. Muitos deles não são 
conhecidos ou sequer lembrados: trabalharam a partir do silêncio, a partir da humildade 
das suas salas de ensaio e das suas salas cheias de espetadores e, lentamente, após anos 
de trabalho e conquistas extraordinárias, foram deixando o seu sítio e desapareceram. 
Quando percebi que o meu ofício e o meu destino pessoal seria seguir os passos deles, 
percebi também que herdava uma tradição apaixonada e única de viver o presente 
sem outra expetativa que a de alcançar a transparência de um momento irrepetível. Um 
momento de encontro com o outro no escuro de um teatro, sem mais proteção do que a 
verdade de um gesto, de uma palavra reveladora.

O meu país teatral é esses momentos de encontro com os espetadores que cada noite 
chegam à nossa sala, vindos dos mais variados recantos da minha cidade, para nos 
acompanhar e partilhar umas horas, uns minutos. Com esses momentos únicos construo 
a minha vida, deixo de ser eu, de sofrer por mim e renasço e percebo o significado 
do ofício de fazer teatro: viver instantes de pura verdade efémera, em que sabemos que o 
que dizemos e fazemos, ali, sob a luz da cena, é verdade e reflete o mais profundo e o mais 
pessoal de nós. O meu país teatral, o meu e o dos meus atores, é um país tecido por estes 
momentos em que deixamos para trás as máscaras, a retórica, o medo de ser quem somos, 
e damos as mãos no escuro.

A tradição do teatro é horizontal. Não se pode dizer que o teatro está nalgum 
centro do mundo, nalguma cidade ou edifício privilegiado. O teatro, como eu o recebi, 
estende-se por uma geografia invisível que mistura as vidas de quem o faz e o ofício 
teatral num mesmo gesto unificador. Todos os mestres de teatro morrem com os seus 
momentos de lucidez e de beleza irrepetíveis, todos desaparecem do mesmo modo sem deixar outra transcendência que os ampare e os torne ilustres. Os mestres de teatro sabem-no, não vale nenhum reconhecimento perante esta certeza que é a raiz do nosso trabalho: criar momentos de verdade, de ambiguidade, de força, de liberdade na maior das precariedades. Deles não sobreviverão senão dados ou registos dos seus trabalhos em vídeos e fotos que apenas recolherão uma pálida ideia daquilo que fizeram. Mas sempre faltará nesses registos a resposta silenciosa do público que percebe num instante que o que ali se passa não pode ser traduzido nem encontrado fora, que a verdade que ali se partilha é uma experiência de vida, por segundos mais diáfana que a própria vida.

Quando percebi que o teatro é um país em si mesmo, um grande território onde cabe o mundo inteiro, nasceu em mim uma decisão que é também uma liberdade: não tens de afastar-te nem sair do lugar onde estás, não tens de correr nem deslocar-te. Aí onde existes está o público. Aí estão os companheiros que precisas a teu lado. Ali, fora de tua casa, tens toda a realidade diária, opaca e impenetrável. Trabalhas então a partir da imobilidade aparente para construir a maior das viagens, para repetir a Odisseia, a viagem dos argonautas: és um viajante imóvel que não para de acelerar a densidade e a rigidez do teu mundo real. A tua viagem é um instante, rumo ao momento, em direção ao encontro irrepetível perante os teus semelhantes. A tua viagem é até eles, até ao seu coração, até à sua subjetividade. Viajas por dentro deles, das suas emoções, das suas recordações que despertas e agitas. A tua viagem é vertiginosa e ninguém pode medir ou contar isso. Também ninguém o poderá reconhecer na sua justa medida, é uma viagem através do imaginário da tua gente, uma semente que germina na mais remota das terras: a consciência cívica, ética e humana dos teus espetadores. Por tudo isto, não me mexo, continuo em minha casa, junto dos meus próximos, em aparente quietude, trabalhando dia e noite, porque tenho o segredo da velocidade.


Tradução de Tiago Fernandes | Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana

 

Partilhar

Provas de Mestrado em Teatro

Mestrado em Teatro
Especialização em Artes Performativas

Perséfone – Uma Reescrita Dramática – Trabalho de Projeto de Paula Isabel Pratas Teles de Menezes Leitão

4 de junho de 2018, pelas 19:00 horas
Sala 311

Júri:
David João Neves Antunes
Micael Grilo de Oliveira
Armando Rodrigues do Nascimento Correia Rosa

Partilhar