Calendarização de Provas

Alexandre Nascimento Braga Teixeira | 01-03-2019 | 15H30
Mestrado em Desenvolvimento de Projeto Cinematográfico – Especialização em Narrativas Cinematográficas
A importância do ato ritual na estrutura narrativa de “Num Rio” |  Trabalho de Projeto

Juri
Presidente: Marta Filipe de Matos Ribeiro Mendes
Arguente: Rui Manuel Pina Coelho
Orientadora: Mónica Andreia Santana Baptista

 

Davide Marchetta | 01-03-2019 | 17H00
Mestrado em Desenvolvimento de Projeto Cinematográfico – Especialização em Narrativas Cinematográficas
Fissura silenciosa, argumento provisório
| Trabalho de Projeto

Juri
Presidente: Marta Filipe de Matos Ribeiro Mendes
Arguente: Rui Pina Coelho
Orientadora: Mónica Andreia Santana Baptista


Rui Manuel Martins de Sousa Torres
| 08-03-2019 | 15H30
Mestrado em Desenvolvimento de Projeto Cinematográfico – Especialização em Narrativas Cinematográficas
Em trânsito. Identidade e cinema no tempo da cidade ecrã | Trabalho de Projeto

Juri
Presidente: Marta Filipe de Matos Ribeiro Mendes
Arguente: Rui Pina Coelho
Orientadora: Mónica Andreia Santana Baptista

 

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Dia 31: ESTC encerrada

Informa-se a toda a Comunidade Académica e público em geral, que a ESTC estará encerrada no dia 31 de dezembro, por motivo de manutenção e limpeza geral das instalações.

A Escola reabre no dia 2 de janeiro, no horário normal.

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Lições António Reis | Homenagem

O Departamento de Cinema da ESTC decidiu organizar uma homenagem ao cineasta António Reis, que foi professor da Escola entre 1977 e 1991.

A obra cinematográfica de António Reis tem sido objecto de análise e de diversas retrospetivas, mas nesta homenagem do Departamento de Cinema da ESTC, atendendo a que, durante grande parte da sua vida de cineasta, António Reis foi também professor na Escola de Cinema, a nossa intenção é privilegiar a singularidade do seu magistério, não tanto numa perspectiva de evocação memorialista, mas antes indagando hoje que aspectos, tópicos, dimensões ‘daquilo que António Reis nos legou’ poderão ser propostos à atenção da actual geração de alunos do Departamento de Cinema.

É neste contexto que se irá realizar uma iniciativa a decorrer durante a semana de abertura do ano letivo 2018-19 sob a designação de ‘Lições António Reis’.

Durante quatro tardes, entre os dias 1 e 4 de outubro, haverá a projeção de filmes e lições com o propósito de pensar como os filmes e o ensino de António Reis foram atravessados por questões ‘perscrutadas’ e ‘convividas’ noutros domínios, nomeadamente na estética e na poesia.

Desta homenagem também faz parte a atribuição do nome de António Reis à sala de visionamento do Departamento de Cinema.

A projecção dos filmes em cópias restauradas, em película, no formato de 35 mm, é feita graças à colaboração da Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema.

 

PROGRAMA

 

Lições António Reis

Dia 1 de Outubro, 14.00 – 17.00 h

JAIME (1974), de António Reis

“Causas que seguem os efeitos ou ameixas doiradas com orvalho”, por Maria Filomena Molder

 

Dia 2 de Outubro, 14.00 – 17.00 h

“Um poeta da imagem”, por Nuno Júdice

TRÁS-OS-MONTES (1976), de António Reis e Margarida Cordeiro

 

Dia 3 de Outubro, 14.00 – 15.30 h

“Da atenção ardente”, por Manuel Guerra

 

Dia 4 de Outubro, 14.00 – 15.30 h

“Uma torrente chamada vida”, por José Bogalheiro

 

Homenagem

Dia 4 de Outubro, 16.00 h

Sessão solene

Atribuição do nome de António Reis à sala de visionamento

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O Piano em Pessoa

CONCERTO O PIANO EM PESSOA
por Nascimento Rosa (voz) 
e António Neves da Silva (piano)
Auditório da Casa Fernando Pessoa
13 de junho de 2018 |  18h30
(130º aniversário de nascimento do poeta)
entrada livre sujeita à lotação da sala
 
Concerto de apresentação do CD O Piano em Pessoa, uma edição Tradisom com o apoio do Instituto Politécnico de Lisboa (Gabinete de Projetos Especiais e Inovação) e da Casa Fernando Pessoa 
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Dia Mundial do Teatro 2018

 

International Theatre Institute ITI
World Organization for the Performing Arts World
Theatre Day Message 2018

 

 

 

Este ano o International Theatre Institute, publicou 5 Mensagens do Dia Mundial do Teatro, de diferentes autores, provenientes de 5 regiões diferentes do planeta.

A ESTC publica aqui a mensagem do representante europeu (pode ler todas clique aqui).

 

Mensagem do Dia Mundial do Teatro 2018 – Europa
Simon McBurney, Reino Unido |
Ator, escritor, encenador e co-fundador do Théâtre de Complicité

A meia milha da costa de Cirenaica, no Noroeste da Líbia, existe um vasto abrigo rochoso. Tem 80 metros de largura e 20 de altura. No dialeto local é chamado de Hauh Fteah. Análises de datação em carbono realizadas em 1951 demonstraram uma ocupação humana ininterrupta ao longo de, pelo menos, 100.000 anos. Por entre os artefactos desenterrados, estava uma flauta de osso datada de há algures entre 40 e 70.000 anos. Sendo criança quando ouvi isto, perguntei ao meu pai: “Eles tinham música?”

Ele sorriu. “Como todos as comunidades humanas”

Ele era um historiador nascido da América dedicado à pré-história, o primeiro a escavar a Hauh Fteah, em Cirenaica.

Sinto-me muito honrado e feliz por ser o representante europeu do Dia Mundial do Teatro deste ano.

Em 1963, o meu predecessor, o grande Arthur Miller disse, numa altura em que a ameaça de guerra nuclear pairava sobre o mundo: “Quando instado a escrever num tempo em que a diplomacia e a política têm braços tão curtos e frágeis, o delicado  mas por vezes longo alcance das artes tem que suportar o fardo de conseguir manter unida a comunidade humana.”

O significado da palavra Drama deriva do Grego “dran” que significa “fazer”… e a palavra teatro é originária do Grego “Theatron”, que significa literalmente “lugar de ver”. Um lugar onde não apenas olhamos mas onde vemos, recebemos, compreendemos. Há 2400 anos, Polykleitos, o mais novo, desenhou o grande teatro de Epidauro. Sentando até 14.000 pessoas, a surpreendente acústica deste espaço ao ar livre é milagrosa. Um fósforo que seja aceso no centro do palco pode ser ouvido em todos os 14.000 lugares. Como era usual nos teatros gregos, quando se olhava para os atores também se podia ver a paisagem circundante. Isto não apenas juntava simultaneamente várias dimensões, a comunidade, o teatro e o mundo natural, como também convocava todas as épocas. Enquanto a peça evocava os mitos antigos no tempo presente, podia olhar-se para além do palco, para aquilo que seria o nosso derradeiro futuro. A Natureza.

Uma das mais emblemáticas revelações da reconstrução do Globe de Shakespeare, em Londres, também tem que ver com o que se vê. Esta revelação é relacionada com a luz. Tanto o palco como a plateia são igualmente iluminados. Intérpretes e público podem ver-se entre si. Sempre. Há pessoas para onde quer que se olhe. E uma das consequências é que somos recordados que os grandes solilóquios de, por exemplo, Hamlet ou Macbeth, não eram apenas meditações privadas mas, antes, debates públicos.

Vivemos numa época em que é difícil ver de forma clara. Estamos rodeados por mais ficção do que em qualquer outra época da história ou da pré-história. Qualquer “facto” pode ser posto em causa e qualquer estória pode surgir aos nossos olhos como “verdade”. Há uma ficção que nos rodeia continuamente. Aquela que procura dividir- nos. Da verdade. E uns dos outros. Que procura que estejamos separados. Povos de pessoas. Mulheres de homens. Seres humanos da natureza.

Mas, mesmo vivendo num tempo de divisão e fragmentação, vivemos também num tempo de imenso movimento. Mais do que em qualquer outra época da história, as pessoas estão em movimento; fugindo frequentemente; caminhando, nadando se preciso for, migrando; por todo o mundo. E isto está apenas a começar. A resposta, como sabemos, tem sido a de fechar fronteiras. Construir muros. Fechar. Isolar. Vivemos numa ordem mundial tirânica, onde a indiferença é a moeda e a esperança uma mercadoria de contrabando. E parte desta tirania é o controlo não apenas do espaço mas também do tempo. O tempo que vivemos evita o presente. Concentra-se no passado recente e no futuro próximo. Eu não tenho aquilo. Eu vou comprar isto.

Agora que o comprei, tenho que ter a próxima… coisa. O passado profundo está obliterado. O futuro é inconsequente.

Há muitos que dizem que o teatro não vai ou não pode mudar isto. Mas o teatro não vai desaparecer. Porque o teatro é um lugar, estou tentado a dizer um refúgio. Onde se congregam pessoas e instantaneamente se formam comunidades. Como sempre fizemos. Os teatros todos têm a dimensão das primeiras comunidades humanas, de 50 até 14.000 almas. De uma caravana nómada até um terço da antiga Atenas.

E porque o teatro só existe no presente, ele também desafia esta visão desastrosa do tempo. O momento presente é sempre assunto do teatro. Os seus significados são construídos num ato comum entre intérprete e público. Não apenas aqui mas agora. Sem a ação do intérprete, a plateia não poderia acreditar. Sem a crença da plateia, a atuação não estaria completa. Rimo-nos no mesmo momento. Comovemo-nos. Suspiramos ou ficamos chocados, silêncio adentro. E, naquele momento, através do drama, descobrimos aquela profundíssima verdade: a de que o que pensávamos ser a mais privada divisão entre nós, a fronteira da nossa consciência individual, também não tem fronteira. É algo que partilhamos.

E eles não podem deter-nos. Nós vamos reaparecer a cada noite. Todas as noites os atores e o público voltarão a agrupar-se. E o mesmo drama será reeditado. Porque, como diz o escritor John Berger “Profundamente inerente à natureza do teatro reside um sentido de retorno ritual”, e é por isso que esta sempre foi a arte dos desapossados que, perante a desagregação do nosso mundo, é o que todos somos. Onde quer que haja intérpretes e públicos, serão editadas histórias que não podem ser contadas em mais lado nenhum, seja nas salas de ópera e nos teatros das nossas grandes cidades ou nos campos que abrigam migrantes e refugiados no Noroeste da Líbia e por todo o mundo. Estaremos sempre enlaçados, comummente, nesta reedição.

E se estivéssemos em Epidauro poderíamos olhar para cima e ver como partilhamos isto com uma paisagem maior. Que somos sempre parte da natureza e que não lhe podemos escapar, assim como não podemos escapar ao planeta. Se estivéssemos no Globe, veríamos como questões aparentemente privadas são colocadas a todos nós. E se estivéssemos a segurar a flauta de Cirenaica de há 40.000 anos atrás, compreenderíamos que o passado e o presente nisto são indivisíveis e que a corrente da comunidade humana não pode nunca ser quebrada pelos tiranos e demagogos.


Tradução de Ricardo Simões

 

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Provas de Mestrado em Teatro

Mestrado em Teatro
Especialização em Artes Performativas

Perséfone – Uma Reescrita Dramática – Trabalho de Projeto de Paula Isabel Pratas Teles de Menezes Leitão

4 de junho de 2018, pelas 19:00 horas
Sala 311

Júri:
David João Neves Antunes
Micael Grilo de Oliveira
Armando Rodrigues do Nascimento Correia Rosa

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Primeira Imagem

Espetáculo final da Escola Superior de Teatro e Cinema
Conceção e Encenação de John Romão

Teatro Nacional D. Maria II/Sala  Estúdio
12—16 jul 2017 | quarta-feira às 19h30, quinta a sábado às 21h30 e domingo às 16h30 | M/14

Parceria TNDM II, ESTC | Integrado no 34.º Festival de Almada

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Medeia – de um melodrama de Georg Benda

“O melodrama Medeia de Georg Benda (1775) é o ponto de partida para este exercício de criação, num gesto contemporâneo capaz de indagar esta forma cénica setecentista, na qual a palavra dramática falada dialoga explicitamente com as frases musicais que, no presente caso, chegaram a estimular Mozart”.

Espetáculo de Alunos Finalistas da ESTC em parceria com o Laboratório de Música Mista da ESML

TEATRO CAMÕES
13 e 14 de julho 2017 | 21h00
entrada livre | M/14
tel: 218 923 477

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Hamlet(a)

HAMLET (a)
Talvez… uma estreia mundial!

Ser ou não ser…?
Homem ou mulher?
Se William Shakespeare levou Hamlet à cena, na sua versão original, representado só por homens, porque não fazê-lo só com mulheres.

De 6 a 16 de Julho, de 4ª a domingo às 21h.
RESERVAS – 933 302 666 | hamletmail2017@gmail.com

 

 

FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA
HAMLET de William Shakespeare
Tradução: Sophia de Mello Breyner Andresen
Encenação, espaço cénico, sonoro e fotografia: Hugo Franco
Assistência de encenação e Apoio à dramaturgia: Cristina Buero
Desenho de Luz: Paulo Graça
Coreografia: Marta Lapa
Joalharia e Cerâmica: Sara Maria
Produção Executiva: Carolina Carvalhais e Mónica Talina
Grafismo: Beatriz Abreu Freitas
Vídeo: Felipe Drehmer
Elenco: Cláudia Gaiolas, Diana Costa e Silva, Margarida Cardeal, Maria Ana Filipe, Maria João Falcão, Maria Jorge, Paula Só e Tânia Alves(video)

Agradecimentos: Teatro da Comuna, Professora Eugénia Vasques, Professor David Antunes e Fernando Vilas Boas.

Uma produção da Escola Superior de Teatro e Cinema
Com o apoio da Comuna – Teatro de Pesquisa

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