MASTERCLASS “Do real documental ao real obsceno”

A associação PRADO, em parceria com a Escola Superior de Teatro e Cinema, apresenta dia 3 de Fevereiro no auditório João Mota da ESTC.

“Do real documental ao real obsceno”, uma Masterclass de Janaína Leite

Em 2008, a diretora e pesquisadora brasileira Janaína Leite, deu início à pesquisa sobre o uso do documentário e de material biográfico em cena. Dessa fase, além de espetáculos, resulta também o livro “Autoescrituras performativas: do diário à cena”, publicado pela renomada Editora Perspectiva.

Nos últimos anos, vem se fazendo marcante em seu trabalho, a passagem de um “real documental” ou “etnográfico” para um “real obsceno”, – tomando aqui o ob-ceno como o “fora de cena”, aquilo que ameaça romper o anteparo da representação-, principalmente, a partir de seu último trabalho “Stabat Mater” no qual a diretora integrou ao processo de criação sua mãe real e um ator pornô.

No encontro, entre expositivo e prático, Janaina retoma os passos dessa trajetória para distinguir, em um primeiro momento, o que seria o real como “assunto” em cena de um real como “irrupção”, como acontecimento. Aborda noções como depoimento pessoal, performatividade e teatros do real.

Janaina Leite é atriz, diretora e dramaturgista. É uma das fundadoras do premiado Grupo XIX de Teatro de São Paulo. Já se apresentou em países tais quais França, Alemanha, Portugal, Cabo Verde e Inglaterra. Com os espetáculos “Festa de separação: um documentário cênico” e “Conversas com meu pai” iniciou sua pesquisa sobre o documentário e o uso de material autobiográfico em cena. Janaina é doutoranda pela Escola de Comunicação e Artes da USP e bolsista da FAPESP. Atua na orientação de oficinas, cursos e palestras por todo o Brasil. É autora do livro “Autoescrituras performativas: do diário à cena”, publicado pela Editora Perspectiva. Orienta também os núcleos de pesquisa “Feminino Abjeto 1” e “Feminino abjeto 2 – O vórtice do masculino”, fundamentais laboratórios para a criação de seu novo espetáculo “Stabat Mater”. “Stabat Mater” teve seu texto contemplado pelo Edital de Dramaturgia para Pequenos Formatos do Centro Cultural São Paulo, esteve também entre os finalistas do Concurso Nascente da USP e integrou a Mostra Internacional de São Paulo (MIT-Sp) em 2019. O espetáculo esteve entre os finalistas do prêmio APCA como melhor espetáculo, melhor dramaturgia pelo prêmio Shell e foi escolhido como melhor espetáculo do ano pelos críticos do Jornal do Estado e da Folha de São Paulo. O trabalho estreou em junho de 2019 no CCSP e é parte de sua pesquisa sobre o real obsceno.

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