Armando Nascimento Rosa

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Armando Nascimento Rosa (Évora, 1966) é doutorado em Estudos Portugueses (2001), mestre em Estudos Literários Comparados (1994), e licenciado em Filosofia (1988), pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, exercendo funções de professor adjunto na ESTC desde 1998, onde é coordenador científico dos mestrados em Teatro e Comunidade e em Artes Performativas. Investigador membro do CIAC (Centro de Investigação em Artes e Comunicação) desde a sua fundação, é também colaborador do CETUP (Centro de Estudos Teatrais da Universidade do Porto). Os ensaios sobre teatro e dramaturgia, que constituem as suas dissertações de doutoramento e de mestrado, estão publicados nas seguintes edições: As máscaras nigromantes - Uma leitura do teatro escrito de António Patrício (Lisboa: Assírio & Alvim, 2003); e, com prefácio de Eugénia Vasques, Falar no deserto - Estética e psicologia em Samuel Beckett (Lisboa: Cosmos, 2000).

Enquanto dramaturgo, Nascimento Rosa é autor de trinta obras dramáticas originais, algumas delas premiadas com diversas distinções, como sejam: o Prémio Revelação Ribeiro da Fonte, em 2000, para Lianor no país sem pilhas; o Prémio Albufeira de Literatura, em 2008, para Visita na prisão ou O último sermão de António Vieira; o Prémio Nacional de Teatro Bernardo Santareno, em 2011, para Em viagem para Belle Reve / Doctor Feelgood; o Prémio Literário Aldónio Gomes, em 2012, para Duas peças com História(s); e, em 2014, a sua peça Resgate foi escolhida por um júri catalão para representar Portugal na 1ª edição do Festival PIIGS – Dramaturgy on the Crisis. Tem textos de teatro traduzidos em sete línguas, publicados em livro e com encenações e/ou leituras encenadas em Londres, Madrid, Barcelona, Nova Iorque, Zurique, Milão, Rio de Janeiro, Araraquara, Nova Orleães, Chicago e Ítaca (EUA). É autor dos libretos das óperas, com música de Hugo Ribeiro, vencedoras do concurso Ópera em Criação e produzidas pelo Teatro São Luiz, em Lisboa: As duas mulheres de Sigmund Freud (2008); e Os mortos viajam de metro (2010).

O estudo e a criação associados à obra de Fernando Pessoa têm marcado presença na dramaturgia de Nascimento Rosa, através de peças como: Audição – com Daisy ao vivo no Odre Marítimo (2002); Cabaré de Ofélia (2007); e Menino de sua Avó (2013), peça escrita para Maria do Céu Guerra e Adérito Lopes, numa produção d’A Barraca com várias digressões ao Brasil. Pessoano é também o projecto musical O Piano em Pessoa, dinamizado em parceria com o pianista António Neves da Silva, em que Nascimento Rosa actua como cantor e compositor, estreado em concerto na Universidade de Barcelona em 2012.

(Este texto não foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico)

Armando Nascimento Rosa

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