João Henriques

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João Henriques tem desenvolvido um trabalho artístico paralelo nas áreas da direção vocal para teatro e de encenação de espetáculos músico-cénicos.

                É professor de Voz na Escola Superior de Teatro e Cinema desde 2015. De 2002 a 2009 exerceu, no Teatro Nacional São João, no Porto, a função de assistente de encenação e assistente de direção artística, que acumulou com a de Professor de Voz Residente, de 2003 a 2016, tendo colaborado em mais de cinquenta produções originais da casa. Fez parte do corpo docente da ESMAE, de 2003 a 2016, enquanto professor de Voz e Texto, e foi assistente de direção artística da companhia de teatro A Oficina, durante Guimarães Capital Europeia da Cultura 2012. Em 2013-14, foi professor convidado de Técnica Vocal e Elocução, na licenciatura em Artes Performativas e Tecnologia da Universidade Lusófona.

                A sua formação académica inclui o mestrado em Ensino do Canto, pela Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa (Porto), a licenciatura em Ciência Política- Relações Internacionais, pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (Lisboa), a pós‐graduação em Teatro Musical, pela Royal Academy of Music (Londres), a pós‐graduação em Ópera e Estudos Músico‐Teatrais, pela Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (Porto), e o curso superior de Canto, pela Escola Superior de Música de Lisboa. Obteve, em 2019, o Título de Especialista em Teatro/Voz, na área da Direção Vocal, pelo Instituto Politécnico de Lisboa. Desde 2018, é doutorando em Estudos de Teatro, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

                Nos últimos anos tem desenvolvido uma estreita colaboração com Ricardo Neves-Neves, em espetáculos como Encontrar o Sol (2016) Banda Sonora, Karl Valentim Kabaret (2018), Alice no País das Maravilhas (2019), e A Reconquista de Olivenza (2020). Em 2020 foi responsável pela coralidade e arranjos vocais do espetáculo Catarina e a beleza de matar fascistas, de Tiago Rodrigues, e pela preparação vocal e elocução no talvez... Monsanto, uma criação de Ricardo Pais.

                Tem feito vários trabalhos de encenação de ópera, donde se destacam, em 2015, O Castelo do Duque Barba Azul, com a Orquestra Sinfónica da BBC no Barbican Hall, em Londres. Anteriormente, tinha encenado O Rapaz de Bronze, de Nuno Côrte‐Real (2007), A Voz Humana, de Francis Poulenc (2005) - produções da Casa da Música; e María de Buenos Aires, de Piazzolla/Ferrer (2006), no Teatro Nacional São João. Em 2019, encenou A Flauta Mágica, de Mozart, com a Orquestra Académica da Universidade de Lisboa e o Instituto Gregoriano de Lisboa, na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa.

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