Licenciatura em Cinema

Rodagem de Outro Tempo | Curta-metragem dos alunos da Licenciatura em Cinema | 2014

O plano que agora se apresenta, como resultado da adequação ao Processo de Bolonha, assenta nos seguintes princípios:

a) Ter na devida conta a experiência acumulada, em que é possível identificar “constâncias” suficientemente sólidas e testadas para as eleger como boas práticas;

b) Tomar as 6 áreas chave consagradas pela indústria cinematográfica e que as escolas congéneres de referência adotamArgumento, Produção, Realização, Imagem, Montagem, Som – como estruturantes das variantes de formação oferecidas; em termos de desenho curricular aparecem organizadas em dois triângulos: o primeiro, focalizado no design do projeto, em cujos vértices estão o Argumento, a Produção e a Realização, visa o desenvolvimento das capacidades de conceção, planeamento e direção criativa de um projeto; o segundo, de natureza mais performativa, cujos vértices são ocupados pela Imagem, Montagem e Som, assenta no desenvolvimento de competências técnicas e artísticas, aplicadas na execução de projetos cinematográficos, nas suas diferentes fases de produção.

c) Afirmar que a vocação primeira de um curso de Cinema, ministrado por uma escola de criação artística, é aliar aquelas duas vertentes de formação: a focalizada no design do projeto (o saber conceber) e a virada para performance (o saber fazer), articulando-as de forma flexível, mas permanente, ao longo de todo o plano de estudos; visando-se que cada aluno faça a experiência de passar de uma a outra, de forma criticamente mediada, numa perspetiva histórica, estética e poética, através da informação e reflexão proporcionadas pela área de Estudos.

d) Garantir que a aluno, dentro de certos limites, ditados pela própria natureza do ensino, nomeadamente a importância dada ao trabalho em equipa, tem a possibilidade de, em dois momentos sucessivos “afinar a escolha” do seu perfil de “formação de saída”.

Daqui resulta a seguinte estrutura:

a) O primeiro ano (semestre 1 e 2) é constituído por um conjunto de unidades curriculares, obrigatórias para todos os alunos, fornecendo uma formação teórica e prática nas seis áreas de referência, convergente, em termos de prática de conjunto, isto é, de trabalho em equipa, no Seminário de Produção de Filmes. Unidades da área de Estudos, de índole histórica e estética, completam o curriculum.

b)  O segundo ano (semestre 3 e 4), constituindo o primeiro momento da escolha de um perfil por parte do aluno, subdivide-se em três ramos (Imagem, Montagem, Som), cada um dos quais integrando duas unidades curriculares de formação específica, por semestre; a estas o aluno juntará, por sua escolha, unidades curriculares pertencentes às outras três áreas chave (Argumento, Produção, Realização) que, nesta altura, funcionarão como opções; a prática coletiva continua a ser realizada no Seminário de Produção de Filmes, ao mesmo tempo que com a frequência obrigatória de unidades da área de Estudos, de índole histórica e estética, se visa desenvolver a dimensão crítica e reflexiva de cada um.

c) O terceiro ano (semestre 5 e 6), constituindo o segundo momento da escolha de um perfil por parte do aluno, subdivide-se em seis ramos (Argumento, Produção, Realização, Imagem, Montagem, Som), cada um dos quais integrando três unidades curriculares de formação específica, por semestre; o aluno escolhe em definitivo um perfil de saída, correspondente à formação específica de que o diploma virá a fazer menção, complementando essa formação com a frequência de unidades curriculares específicas de outros ramos mas abertas à inscrição de qualquer aluno; o Seminário de Produção de Filmes integra a participação dos alunos na realização de projetos, segundo a especialidade de cada um dos constituintes de uma equipa de filmagens; na área de Estudos o aluno encontra agora sobretudo formações de índole poética.

Esquema de Progressão no Plano de Estudos >