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História, Missão e Estatutos

História, Missão e Estatutos

A Escola Superior de Teatro e Cinema é uma referência entre os seus pares nacionais e estrangeiros, sendo membro das principais associações intraescolas das suas áreas e está integrada nas mais importantes associações internacionais dos seus setores de atuação.

São inúmeras as personalidades portuguesas relevantes, das áreas de teatro e de cinema, formadas pela ESTC.

A ESTC situa-se na Amadora, a 15 minutos do centro de Lisboa.

Edifício do Conservatório Nacional | 1950/1951

A Escola Superior de Teatro e Cinema foi criada em Lisboa pelo Decreto-Lei 310/83, de 1 de julho, diploma que procedeu à reconversão do Conservatório Nacional e fez suceder a este prestigiado e centenário estabelecimento de ensino artístico diversos outros ligados aos ensinos das várias artes que ali vinham sendo ministrados, entre os quais este especificamente dedicado ao ensino do Teatro e do Cinema.

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Diário do Governo | 17 de Novembro de 1836

 

Incorporou-se neste estabelecimento o Conservatório de Música, criado na Casa Pia por Decreto de 1835.

Em reformas posteriores, o nome do Conservatório foi alterado para Conservatório Real de Lisboa e o da Escola Dramática ou de Declamação para Escola de Arte de Representar, já depois da implantação da República, quando o Conservatório passou a ser designado por Conservatório Nacional.

Nesta Escola foi criado, por Decreto de 19 de maio de 1914, o curso de cenografia e decoração teatral (cujo ensino seria ministrado “no salão grande de pintura do Teatro Nacional Almeida Garrett, o qual, considerado como dependência da Escola de Arte de Representar” ficava “exclusivamente destinado ao serviço e oficinas do respectivo professor”) e, por Decreto de 6 de agosto de 1914, o curso de indumentária prática teatral.

Toda esta tradição foi sendo mantida e desenvolvida nas reformas posteriores do ensino da área do Teatro e transparece hoje nos cursos ministrados no Departamento de Teatro da Escola Superior de Teatro e Cinema.

 

No que ao Cinema se refere, o respetivo curso só foi introduzido no Conservatório Nacional, como experiência pedagógica, a partir de 1971, no âmbito do processo de reforma empreendido por Madalena Perdigão, sendo ministro José Veiga Simão. 

Foi então criada a Escola Piloto para a Formação de Profissionais de Cinema, cujo curso se iniciou em 1973 e teve, desde o princípio, a preocupação de aliar à transmissão de conhecimentos técnicos inerentes à prática das profissões do Cinema uma vertente mais artística. O cinema ganha o direito a ter um curso oficial.

O curso que o Departamento de Cinema da Escola Superior de Teatro e Cinema hoje ministra é ainda o resultado de uma evolução radicada naquele primeiro curso de cinema que, aliás, foi pioneiro no ensino superior público português. É de relevar a sua marca identificadora, isto é: instituir, em ambiente marcadamente artístico, uma escola que visa oferecer uma formação de caráter profissional.

Depois do 25 de Abril, muitas foram as modificações introduzidas no curso e na organização da Escola de Cinema, como então passa a ser correntemente designada, até se chegar ao desenho curricular em que as diferentes especialidades se tornam cada vez mais específicas e o seu ensino mais aprofundado.

 

Pelo Decreto do Governo 46/85, de 22 de novembro, a Escola Superior de Teatro e Cinema que até então funcionara sob a dependência da Direção Geral do Ensino Superior e fora dirigida desde 1983 por uma Comissão Instaladora composta pelos Professores Jorge Synek Listopad, como presidente, e José Bogalheiro, como vogal, é integrada no Instituto Politécnico de Lisboa, estabelecimento de ensino superior politécnico público criado pelo Decreto-Lei 513-T/79, de 26 de dezembro.

A Escola Superior de Teatro e Cinema passou, assim, a constituir uma unidade orgânica do Instituto Politécnico de Lisboa (IPL) e manteve-se em regime de instalação, sob a direção da referida comissão instaladora, até à publicação dos seus Estatutos no Diário da República n.º 15, 2.ª série, , de 18 de janeiro de 1995.

 

A estrutura bi-departamental da Escola, resultante da herança histórica das pré-existentes escolas de Teatro e de Cinema do Conservatório Nacional, levou a que os seus Departamentos sejam dotados de alguma autonomia pedagógico – científica interna, consagrada estatutariamente. A Escola Superior de Teatro e Cinema tem vindo a afirmar-se, nacional e internacionalmente, como uma Escola de referência nos seus domínios, integrada em importantes organizações internacionais quer do âmbito do Teatro, como o IIT – Instituto Internacional do Teatro/UNESCO Chair, quer do âmbito do Cinema, como o CILECT – Centre International de Liaison des Écoles de Cinema et de Telévision e o GEECT – Groupement Européen d`Écoles de Cinema et Telévison, quer no das Artes em geral, caso da ELIA – European League of Institutes of Arts e da École des Écoles. Esta preocupação pela internacionalização fez também com que a Escola reforçasse a sua participação ativa em programas de intercâmbio de discentes e docentes com Escolas estrangeiras, no âmbito de programas específicos como o Erasmus+, bem como através de programas bi-laterais com Universidades da América Latina (Brasil, Argentina, México).

 

A missão da Escola Superior de Teatro e Cinema, consagrada nos seus estatutos, consiste na prossecução dos seguintes objetivos:

1. Formação de profissionais altamente qualificados;

2. Realização de atividades de pesquisa e investigação;

3. Experimentação e produção artísticas;

4. Realização ou participação em projetos de desenvolvimento;

5. Prestação de serviços à comunidade.

 

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Edifício da Escola Superior de Teatro e Cinema | Amadora, 2012