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As peças «perdidas» do Teatro de Revista em Portugal

Data do evento
5 de Setembro de 2025 - 30 de Setembro de 2025
Hora
18:00 - 19:00
Local
Teatro Garcia de Resende - Évora
Organização
CENDREV - Centro Dramático de Évora

Teatro de Revista em Portugal: Revistas «Perdidas» e Outras (1851-1868), de autoria de Eugénia Vasques, Paulo Morais-Alexandre, David Cranmer, Luísa Lousã Marques, com coordenação científica de Eugénia Vasques, é um contributo para a preservação e divulgação de importantes inéditos da história do Teatro de Revista em Portugal.  Encontra-se já disponível e conta com a chancela da editora pública portuguesa, a Imprensa Nacional.

A apresentação deste monumental volume (cerca de 1500 páginas) está marcada  já para o  dia 18 de janeiro, pelas 18 horas, na Biblioteca da Imprensa Nacional, em Lisboa.

Além de ensaios de enquadramento e análise historico-artística e da exploração de bibliografia especializada, envolvendo investigadores de diferentes instituições do ensino superior (CIAC — Centro de Estudos em Artes e Comunicação/Universidade do Algarve/Escola Superior de Teatro e Cinema-Politécnico de Lisboa, CIEBA — Centro de Investigação e de Estudos em Belas-Artes, Faculdade de Belas-Artes/Universidade de Lisboa, CESEM — Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas/Universidade Nova de Lisboa), este monumental volume (cerca de 1500 páginas) dá a ler, através de transcrição, os guiões inéditos de revistas julgadas e tidas por perdidas e imagens de revistas publicadas na época da estreia mas de difícil acesso ou, mais ainda, de incontornável importância no conjunto.

O corpus é constituído pelas peças inéditas Lisboa em 1850: Revista em 3 Atos, O Festejo de um Noivado: Revista em 3 Atos e Qual deles os trará? Revista em 3 Atos, representadas, respetivamente, em 1851, 1852 e 1853, originalmente no Teatro do Ginásio Dramático. Seguem-se Fossilismo e Progresso, de 1855, e a Revista de 1858 (publicadas), Os Melhoramentos Materiais, de 1859 — peça que foi censurada, tendo sido publicada, mas que se mantém muito relevante porque denuncia, em prefácio, a natureza interesseira da censura —, Passado, Presente e Futuro, de 1861, a Revista de 1862 (já publicada, mas de que mostramos o manuscrito), a Revista (a Vapor), de 1866, a Revista de 1867 e a Revista Celebridades de 1868, publicada mas de que, igualmente, mostramos o manuscrito. Ainda que tenham chegado até nós, como neste livro se comprova, alguns títulos de peças representadas fora do Teatro do Ginásio Dramático, já que o espólio deste teatro (ou o que dele resta) ficou guardado no Conservatório de Teatro, onde funcionava a Inspeção Geral dos Teatros (vulgo, Censura), encontram-se por descobrir — caso tenham existido! — textos convencionais de Revistas (e não monólogos) relativos aos anos de 1853, 1854, 1856, 1857, 1860, 1863, 1864 e 1865 que não se encontram publicadas nem entre os despojos do acima referido arquivo histórico que recuperei, por um feliz acaso, do Arquivo do antigo Conservatório Nacional, sucessor do Conservatório Real fundado por Almeida Garrett.

Eugénia Vasques in Apresentação